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Grenal, ora!

Grenal, ora!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Tatata se foi!
   Pra ouvir com Amália Rodrigues aí ao lado...

   Quando voltei do exílio, e retomei as aulas de dança que fazia (não só as que dava), e tendo ido direto para o grupo de Marina Fedossejeva, o melhor na época, aonde todo mundo estava, de papo com a grande Miriam Toigo - a nossa prima ballerina, que depois viveu anos em Moscou e morreu em Nova York -, ouvi da própria, a existência de Tatata: "um anti-colunista social". Criador intelectual do Encouraçado Boutikin, entre tantas.
   Anos, muitos, depois, quando ele pegou o Gente da Noite na TVCom, saímos numa noite de Halloween, ou seria noitada, para uma grande matéria. Pois coincidência ou não, esses dias, há quase duas semanas, revirando as fitas de vhs que mandei virar para dvd, e escolhendo as que poria no Youtube, me aparece essa, desse dia. Uma das melhores. Uma "entrevista", na qual ele mistura conhecimentos de temas astrológicos e wiccanianos com muita gozação em cima de casais do vá lá jetset portoalegrense, com a minha cumplicidade (e irreverência, óbvio). Mas daquele jeito dele, que sabia ofender fazendo a pessoa acreditar que estava sendo elogiada. E vice versa. Pra mestres.
   Tatata era Ariano, de signo of course. E se na Astrologia tem uma máxima que é a de viver a total plenitude de seu signo solar, de realizar essa tarefa aqui na Terra, Tatata sem dúvida tirou 10! Com louvores.
   Ele, sem ser meu amigo do peito, era da mesma tchurma. Da tchurma do Fogo, dos que têm a missão de transformar a vida comum numa experiência mágica, com ou sem sacrifício pessoal. Do tipo que perde o amigo mas jamais o dito espirituoso, porque convenhamos, amigo que se perde por tão pouco nem merecia sê-lo.
  Quando ouvi ontem na madrugada que ele tinha partido, fiquei meio paralizada. Mais um que vou sentir uma puta falta, e que pouco tempo tive para usufruir. Como por exemplo também a Nêga Lú (que quanto lastimo não ter tido mais tempo para me sentar naquela mesa de bar e perder um pouco de tempo numa tarde de verão no Menino Deus).
  Hoje pensei mil vezes se atropelava algum compromisso e ia lá no cemitério. Mas também cogitei: cemitério, caramba! nem ele merecia isso! Porque é que não foi cremado? Do Fogo ao Fogo retorna, esses tipo nós.
  Era coisa de se empiriquitar toda, a la Audrey Hepburn, com algum traje chiquérrimo e óculos pretos e entrar com uma banda, marcha de carnaval, Mozart, vá lá, mas jamais caras de seriedade e nunca, NEVER, NEVER! de dor ou tristeza. A não ser a daqueles familiares bem próximos. E mesmo assim...
   A coisa mais legal que ouvi, acho que do Claudinho Pereira, foi que quando ele se der conta vai levar um baita susto.
   Talvez seja daquelas pessoas que não seja chorada, acho que Quintana foi assim, mas que se fica com uma baita saudade.
   Não, não fui no cemitério, e agora quando voltei, botei a tocar a Amália Rodrigues, e aí o choro achou o seu caminho. Porque ele era toda essa herança, seja portuguesa, européia, esse deboche permanente. O deboche levado a sério. De novo: para poucos.
   Se esse ano eu senti muito porque a cidade perdeu a sua vida noturna, tendo sido a Cidade Baixa proscrita, agora vou sentir mais ainda: sem Tatata, a alegria, que já é tão pouca com esse povo tão sem graça, sêco, caretésimo, conservador ao cubo, vai ficar ainda menor. São raríssimas as pessoas que mantêm a alegria, aquela que vem de dentro e jorra naturalmente para fora, em dia. A maioria ou corta qualquer barato ou tá sempre com a cabeça em novelas, em brabezas, empenhado numa virulência que nem sei de onde sai tanta. Poxa, que falta eu sinto desses amigos!
   Poxa Tatata, que falta tu vai fazer pra essa cidade!!!, cara.

  ps - quanto ao vídeo, assim que o entrave técnico for sanado, vai pro youtube.










































2 comentários:

  1. de um amigo do pantano do sul sempre lembra de ti luizalberto poeta correa nós que nos amamos tanto beijos

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  2. qualquer coisa me escreva fazem tantos e tantos anos 18 para ser exato. luizartesao@hotmail.com

    Dias lindos de sol
    quando brincavamos na areia
    crianças maritimas
    repletas de peixes e sonhos nos olhos.

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Saudades... sempre.

Saudades... sempre.
texto mais abaixo/ leia ouvindo Amália Rodrigues

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
Ôôpsss

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
Ôôôpppsss...

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
puxa...

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
ainda...

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
Puxa, eu já vi esse filme...

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
será?...

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
Esse(s) é reprise... (ou o último dos irmãos Marx).

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
O espírito não morre?...

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
?...

Desfile Farroupilha

Desfile Farroupilha
Ah!... agora, sim.